Estabilidade e fortalecimento do CORE e quadril

Mas por que devo também fortalecer o CORE e quadris se o meu problema está no joelho?

O CORE é a musculatura que compõe a região abdominal, lombar e cintura pélvica. Em conjunto com os músculos do quadril, formam o alicerce que sustenta a coluna e a bacia durante a prática de exercícios físicos. Isso influencia diretamente na transmissão de forças para manter a estabilidade dos membros inferiores e joelhos.

A fraqueza da musculatura do CORE pode gerar um desequilíbrio na ativação coordenada dos músculos dos membros inferiores durante a prática de atividade física (principalmente as que envolvem impacto, como a corrida e deslocamento lateral), diminuindo a eficiência dos movimentos e sobrecarregando as articulações.

Como consequência, acaba havendo predisposição ao desenvolvimento de lesões, entre elas as mais frequentes no joelho são: condromalácia patelar, síndrome do trato iliotibial e fraturas por stress.

Existe base científica que mostre que fortalecer o CORE beneficia o joelho??

Sim, existem artigos científicos interessantes no assunto. Seguem abaixo os achados resumidos de alguns estudos que ilustram isso:

– Pacientes com mais dor na patela durante atividade física parecem se beneficiar mais de fortalecimento do CORE e quadris em comparação com fortalecimento isolado do joelho – Earlboehm et al 2018.

– Fortalecimento de quadril e CORE melhorou mais rápido a dor do que fortalecer o joelho isoladamente após 6 semanas de treino – Ferber et al 2015 (ensaio clinico randomizado).

– Induzir fadiga do CORE gerou em corredores jovens maior pico de flexão do joelho durante fase de apoio da corrida. Esse fator está associado com desenvolvimento de dor na articulação patelar – Chaudhari 2019.

– Programa baseado no fortalecimento do quadril e exercícios controlados de controle dos membros inferiores e tronco (CORE) foi superior ao fortalecimento do quadríceps isoladamente em relação a dor, força muscular e função do joelho em mulheres com dor patelofemoral – Baldon 2014 (ensaio clinico randomizado).

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